quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Fada

A menina, como é bom vê-la dançar.
A cada gesto que faz vejo sua alma transbordar.
Seu gosto, seu lero, sua prosa, seu caminhar...
Sua postura, sua energia, sua aura, seu paladar...

Seu beijo, sua falta, seu drama, seu amar...
Seus sorrisos, sua respiração, seus movimentos, seu tilintar...

Seu tilintar de fada...
Livre, serena, completa, inquieta...

Buscando sempre novas coisas para adorar.
Encanto. Magia. Pureza. Luz.
Vejo tudo isso em sua alma que reluz...

Tão bom vê-la dançar...

Me leve com você, fada do meu amar...
Caminhe comigo aqui e também ensina-me a dançar...

<3

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Não, não é só com você.

Não, não é só com você que coisas ruins acontecem.
São coisas que talvez nem possamos chamar de "ruins".
Cada vez que reflito sobre meus próprios "problemas", penso que outros enormes estão acontecendo no planeta e passo a ver o quanto os meus são efêmeros. Pequenos. Mesquinhos.
Uma viagem que perdi. Um curso que não fiz. Um filme que não vi. A amizade que se rompeu. O livro que sumiu. A receita que deu errado. O amor que deixei ir. O tempo que passou. O carro que enguiçou. A multa que peguei. O trânsito que não flui... Quanta bobeira.
Há um tanto a se fazer ainda e o que importa é viver um dia de cada vez.
Se passou, fazer o quê?
Já foi. Ficou pra trás. O importante é o que você vai carregar dessas experiências daqui pra frente.
Vai deixar que elas sejam um fardo na sua caminhada, ou vai levar apenas o que serviu de lição?
O que você aprendeu com tudo o que considera ou considerou ruim na sua vida?
Da pra mudar´? Mude! Não dá? Siga em frente e faça diferente.
Não estou pedindo para ninguém esquecer, isso não existe. Ainda não inventaram uma lavagem cerebral para apagarmos os capítulos ruins da história de nossa vida e, ainda bem, que não! Imagina ter que viver tudo de novo para aprendermos o que essencial? Tudo é lição, ensinamento.
Afinal, como eu disse, não há nada de ruim, tudo faz parte do crescimento e da experiência que viemos viver como seres humanos.
Somos errantes. Cheios de questionamentos.
E a escolha é nossa.
Vamos continuar errando, nos culpando e nos lamentando ou vamos olhar pra frente e enxergar o horizonte cheio de novas possibilidades?

Escolha seu caminho.
Você pode olhar pra trás e viver de passado, ou olhar pra frente e colocar em prática tudo aquilo que você almeja.
Você pode ser o que quiser.
Sempre.
Só depende de você.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Vá!

Estava eu, praticando meus 15 minutos sagrados de meditação, quando ouvi uma voz me dizendo: Vá.
Não entendi muito bem o que essa voz quis dizer no momento, afinal, eu não estava pensando em nada e nem esperava resposta para alguma pergunta em específico.
Mas, depois de um tempo, comecei a analisar.
Esse "vá" pode querer dizer muitas coisas.
Todas as mudanças e todos os fins e inícios de ciclo só acontecem quando nos jogamos em experiências e momentos. Quando nos deparamos com escolhas a fazer e decisões a tomar.
E, quando essas escolhas tem de ser feitas, entramos em conflito com nós mesmos e começamos a pesar os prós e os contra de tudo.
Note: Sempre teremos que abrir mão de alguma coisa quando optamos por outra. E não, nunca saberemos o que poderia ter acontecido se optássemos pelo caminho que deixamos para trás, aquele que não escolhemos. Mas, note também que: Toda conclusão de ciclo, iria se findar da mesma maneira. Tudo o que tem de acontecer, acontece. Mais cedo ou mais tarde. De uma forma ou de outra. Escolhendo o caminho da esquerda, ou a estrada da direita.
Não adianta nada ficarmos pesando nossas decisões e nem protelar alguma resposta a ser dada. E os medos serão sempre os mesmos também, independente da decisão.
Não há caminho fácil. Não há escolha totalmente assertiva. Não há como programar todos os acontecimentos. Não há fórmula da perfeição. Não há como saber.
Por isso, a grande conclusão que tiro desse vasto e imenso "vá", é apenas: Vá!
Tente. Se arrisque. Viva. Se entregue. Vá!
Se lance. Dê a cara a tapa. Multiplique-se. Faça acontecer.
Vá atrás do que te faz feliz, do que te preenche e se arrisque no desconhecido.
Todos temos medo do novo. A mudança trás uma bagagem enorme consigo, mas, nunca descobriremos o que ela trás nessas malas se não optarmos por mudar. Por tentar quantas vezes for necessário.

Portanto queridos: Se joguem.
A vida está ai para ser vivida e nós estamos aqui para evoluir.
Ficar parado esperando que as coisas aconteçam só vai fazer o tempo passar e as frustrações tomarem conta de nossos pensamentos.
Vá!
Flua, siga, se liberte...


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Te perdoo.

Venho por meio deste informar que eu te perdoo.

Perdoo por todas as vezes que você não me ouviu.
Perdoo por todas as vezes que achei que era julgamento e não pura ilusão.
Perdoo pelas vezes que você errou. Sei que foi tentando acertar.
Perdoo suas impulsividades, foi mais determinação do que falta de quietude.
Perdoo seus sorrisos fáceis, eles já te levaram para bons lugares também.
Te perdoo por acreditar em tanta gente. Sua inocência tem até uma dose de graça.
Te perdoo por ainda querer enxergar o bem no mundo, mesmo quando o mal sentou ao seu lado.
Te perdoo por chorar. Alivia né?
Te perdoo por ser tão indecisa, você gosta de tentar quantas vezes for necessário, eu sei.
Te perdoo por ser complexa, você não vai se entender do dia pra noite.
Te perdoo por toda essa sua intensidade. Você mergulha fundo demais. Cuidado para não bater a cabeça de novo tentando se aprofundar em águas rasas.
Te perdoo por nunca ouvir os conselhos que te dão. A tentativa do contrário parece ser uma aventura não é?
Perdoo as vezes que você disse muito de si mesma, tem gente que não merecia saber tanto, você só quis revelar mistérios.
Perdoo sua cabecinha confusa, cheia de dúvidas. O mundo ainda tem muito o que te responder.
Perdoo seus pedidos ao universo, você nem sempre soube explicar direito o que queria.
Perdoo esse seu amor gratuito, as vezes ele pode ser a única razão de você estar aqui.
Perdoo seus desejos terrenos, comer engorda, fazer o que.
Perdoo as vezes que você saiu de si entre um entorpecente e outro, você não foi a única que tentou escapar da realidade.
Perdoo seus medos, mas não tenha receio de enfrenta-los.
Perdoo suas incertezas mas, não desanime. Ainda há muito o que descobrir.
Perdoo suas ilusões, mas cuidado, a fantasia nem sempre é a melhor saída.
Perdoo seus gestos de carinho, você só consegue agir assim mesmo.

Te perdoo de todas as maneiras que alguém possa ser perdoado. E te amo de todas as maneiras que alguém pode ser amado.

Com todo carinho,
Sua Alma.




terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Mãos



Mãos que se tocam, mãos que se apertam, mãos cheirosas, mãos calejadas, enrugadas, manchadas.
Mãos pequenas, mãos macias, mãos ásperas, mãos bobas, mãos inquietas, mãos procuradas. Mãos no cabelo, Mãos no rosto, mãos apoiadas. 
Mãos em prece, mãos em linguagem, mãos quietas.
Mãos que afagam, mãos que bloqueiam, mãos que repelem, mãos que se abanam, mãos que liberam.
Mãos beijadas, mãos rejeitadas, mãos acariciadas, mãos sem freio. Mãos que escondem, mãos que entregam, mãos que se unem, mãos que se deixam...
Mãos que dançam, Mãos que acenam, mãos que se ajeitam, mãos que revelam.
Mãos que seguram, mãos que largam, mãos que sentem e mãos que não mais sentiremos...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Universo Interior



Adoro conhecer universos. O universo que mora em cada um de nós.
Adoro conhecer novas pessoas, novas histórias, novos caminhos, novos lugares.
Quando encontro alguém diferente, já começa a minha aventura.
Mais um universo se abre...
De onde vem, para onde vai, o que ama, o que odeia, onde foi e para onde não volta mais?
Estamos a nos questionar as mesmas coisas todos os dias, mas, não é o máximo saber que o universo do outro é tão parecido e, ao mesmo tempo, tão diferente do nosso?
Eu acho.
Acho um barato descobrir outro universo. Andar por lugares descritos sabendo que estou também pisando por la...de alguma forma, na minha imaginação.
Ouvir, entender, conhecer o outro pela história que ele mesmo tem a contar. Não o que falam a respeito dele. Cada universo tem a sua verdade interior, o seu motivo.
Conheço pessoas por elas mesmas. O universo dela é só dela.
Só ela pode nos explicar porque o caminho do deserto foi tão mais fácil de percorrer do que o asfaltado. E, por dificuldade e facilidade de cada universo, vamos moldando o nosso. Vamos estruturando nossa própria história. A história que nos contam, acaba fazendo parte do nosso universo também. Atentem: somente a história, não a experiência. A experiência pode nos ser oferecida ou não. Vem por merecimento ou aprendizado.
A partir do conhecimento dessas histórias e desses universos, vamos nos descobrindo e nos fortalecendo. Vamos nos blindando e nos deixando levar. Nos apreciando e nos encorajando.
(nesse momento estou olhando para o computador me perguntando se estou parecendo clara em minhas palavras, afinal, acho que meu próprio universo é meio confuso. A mente trabalha mais rápido que a escrita e o raciocínio, e muitas vezes, perco o fio da miada...mas, continuando...)
Todos temos uma missão. Cada universo interior trás consigo um ensinamento. Não entramos na vida de ninguém por acaso. Cada pessoa que passa por nossa vida, vem com uma lição. Ninguém, absolutamente ninguém, aparece na nossa vida sem nenhum motivo. Todos temos algo a aprender com o outro. Todos temos experiências a oferecer. Por menores que sejam nossas histórias e nossos feitos. Nós fazemos parte de um único universo, divididos em bilhões de outros. Todos somos um, em várias partes divididas...
Todos viramos um só, no grande universo cósmico.
Aproveite cada companhia, cada conversa, cada história...
Cada frase torna-se uma salvação.

(Começo agora a pensar em outros assuntos para tratar com vocês, a respeito de mágoas, decepções e falsas expectativas...mas, fica para o próximo texto. Entenda agora que você molda o seu universo de acordo com cada experiência e, de todo o coração, espero que esse texto tenha sido uma experiência boa pra você.)
O meu universo saúda o seu.
Namastê.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Castelo de Areia.

Passamos pela vida montando e construindo castelinhos de areia.
Podemos passar algum tempo escolhendo o melhor lugar para montá-lo ou, simplesmente, nos sentamos no primeiro lugar que encontramos e começamos nossa construção.
Ali, em meio àquela imensidão, vamos agindo de acordo com o que achamos melhor. Mais areia ali, menos água aqui, uma torre aqui, outra ali...Sorrisos aparecem, dúvidas acontecem, colocamos carinho e atenção à todos os detalhes. Paramos, olhamos os ângulos e vamos montando. Queremos tudo perfeitinho. Nada que não saia do nosso alcance, do nosso controle. Ficamos focados ali, podendo observar ou não que alguma coisa, em algum momento, possa dar errado.
De repente, uma onda vem, sem aviso prévio e acaba com tudo. Engole nosso trabalho, nosso tempo, nossa atenção, nosso carinho, nosso sonho de fazer uma "bela construção". Leva embora tudo que levou nossa dedicação. Quando a onda passa, fica a areia molhada, estranha, sem nenhum vestígio de que um dia foi um castelo. Fica o vazio. O nada.
O que fazer a seguir?
Aqui vão algumas opções:
1)  Se enraivecer, chutar a areia e sair andando sem olhar pra trás.
2)  Sorrir, lembrar de que tudo é passageiro, agradecer a oportunidade e o aprendizado.
3)  Ficar buscando uma nova maneira de fazer dar certo, indo um pouco mais longe do mar e buscar mais criatividade na construção.
4)  Permanecer no mesmo lugar e não fazer nada. Só lamentar o que não deu certo.
5)  Fazer tudo de novo. No mesmo lugar, do mesmo jeito, afinal, foi divertido mesmo assim.

Entenda, seja quais for as opções que você escolher, não se julgue, não se culpe. Tudo o que você quer é um castelo. Independente da maneira que você tentar ou quantas vezes você montar, de quantos jeitos diferentes você vai construir, de quantas maneiras ele vai ficar: Não importa. O importante é você fazer do seu jeito. Com carinho, ou com raiva, com paciência ou sem, querendo perfeição ou improviso.
Não importa. Escolha a opção, ou AS OPÇÕES e siga em frente.

Lembre-se: Ele é feito de areia, se não for a onda, será o vento....