segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Alguns (poucos) medos.
Medo de sonâmbulos. Medo de escuro. Medo de engordar. Medo de entrar numa loja de objetos delicados esbarrar em alguma coisa e, de repente, tudo vir abaixo e (medo de) ficar pobre. Medo de não salvar um projeto no computador e a luz acabar. Medo de altura. Medo de tropeçar e/ou cair em locais públicos e, principalmente, chiques! Medo de praticar qualquer esporte e quebrar todos os dentes numa queda ou com uma bolada. Medo de lutar box (um esporte que sempre quis praticar) e quebrar o nariz. Medo de apagar todas as fotos da minha câmera quando quero apenas excluir uma. Medo de escada. Medo de filmes de terror. Medo de panela de pressão. Medo de barata. Medo de faltar luz e ficar presa no elevador. Medo de palhaços. Medo de locais com muita gente. Medo de usar uma roupa totalmente fora de moda e todo mundo reparar. Medo de fazer compras e gastar mais do que devia, ou, comprar algo que não gostei e que sei que vou trocar ou, ainda, me arrepender de comprar algo que não combine comigo...medo de encontrar a peça comprada na loja da esquina pela metade do preço! Medo de casamentos, principalmente se a noiva for EU! Medo de pessoas muito felizes. Medo de ficar menstruada sem estar prevenida. Medo de me cortar cozinhando. Medo da minha mãe. Medo de mudar de casa. Medo de pombas. Medo de restaurantes de dois tipos: Muito fuleiros ou muito refinados. Medo de dar uma "rata" em alguma conversa (sou mestre em fazer isso!). Medo de salgar a comida. Medo do microondas explodir enquanto esquento algum alimento. Medo de ser assaltada. Medo de sair de casa depois das 18h. Medo de pegar o ônibus errado e nunca mais conseguir voltar. Medo de escorregar no chuveiro ou ser eletrocutada. Medo de ser atropelada ou de atropelar alguém, porque afinal, eu tenho medo de dirigir...e mais medo ainda se a cidade for grande! Medo de ser atingida por um raio. Medo de dentista. Medo de médicos em geral.Medo de causar má impressão. Medo do que vou falar. Medo de sentir ciúmes e demonstrar. Medo de pisar no cocô. Medo de um passarinho fazer cocô na minha cabeça (medo de cocôs de todos os tipos e vindo de vários lugares). Medo de magoar ou decepcionar pessoas que sinto carinho e admiração. Medo de arrependimentos. Medo de morrer... medo de morrer e ter vivido apenas com medo.
(Confesso que tive medo com a criação desse blog! Medo do que vão pensar desse post!)
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Acredito...
Tudo o que sinto vem de um lugar que ainda não conheço. Os sentimentos surgem de uma maneira descontrolada e intensa. De onde vem, para onde vão, porque estão ali...não sei. Não consigo sentir nada "mais ou menos". Tudo o que sinto é raro, caro e desdobrado. Sinto dor, sinto amor, sinto compaixão, raiva, alegria e sem razão. Nunca me preocupo com a razão. A razão de ser ou existir, a razão de lutar ou desistir, a razão de sentir e falar. Não tem razão, ninguém tem razão. Não acredito em razão...acredito naquele lugar que não conheço...de onde vem as raras ações espontâneas e cor. Cores. Acredito nas cores. Acredito nos amores. Acredito no ser...ser e fazer, porque não basta estar...tem que representar! Representação. Ação!
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
"Fominha"
Fico feliz quando como. Sei que muitas pessoas sentem a mesma coisa mas, garanto, não como eu. Posso estar hiper estressada, com TPM, sono, ter acordado as 5h30 da manhã com chuva num domingo que qualquer snack me deixa contente e de ótimo humor...
Adoro comer. ADORO MUITO! Sou daquelas pessoas que não come muito mas, que come toda hora...e se passo um pouco do horário de meu lanchinho uma dica: saía de perto. Desconto toda a minha não saciedade de gula em qualquer um que cruzar o meu caminho, coitado. Confesso, tenho dó. Tenho dó do meu namorado que às vezes passa dias sem me ver e quando, finalmente está chegando em minha casa eu grito ao telefone: "Me traga algo para comer, senão, pode ir embora...nem precisa aparecer aqui!". É, a situação foge um pouquinho do controle.
Morei sozinha durante 5 anos e, como todo adolescente que mora sozinho: eu não comprava comidas saudáveis. Nada de frutas, legumes ou verduras...aliás eu nem cozinhava. Tudo era congelado ou instantâneo. Obrigada miojo por você existir, nunca vou esquecer das nossas noites juntos, você me salvou tantas vezes...e o que falar de você pipoca, quando acabava o miojo, ou a lata de milho em conserva, ou talvez os pacotes de bolacha água e sal, era a você quem eu recorria e, quando tinha uma graninha sobrando, ligava para a pizzaria...(aí se demorasse mais de 30 minutos!). Eu nem preciso dizer que engordei nessa época né?! Mas, a qualidade da comida mudou, a vontade de comer, não.
Sempre me pego tendo desejos (nem quero ver quando estiver grávida, vão ter que me dopar, fica a dica!). Já tive desejo de tomar sorvete de graviola no meio da noite e não conseguir dormir...no dia seguinte, percorri várias sorveterias até encontrá-lo e foi bom ele existir, me esbaldei! Enquanto eu não como a coisa na qual estou com vontade, pode esquecer, minha "fome" não passa, e mesmo quando como a tal coisa que estava com vontade sempre sobra um espacinho para aquele churrasquinho da esquina que eu amo de paixão, ou para aquela batatinha-frita com cheedar, ou então para um sanduíche X-Tudo do carrinho de lanche da praça (vocês não sabem o quanto estou sofrendo para escrever essa crônica! Que foooome!)
E o que falar das novelas...puts meeeeo, o que é aquela mesa de café da manhã?!?! E aqueles jantares no núcleo "menos favorecido" (onde tem mais comida) ?!?! Eles querem me matar, só pode! Fico prestando o máximo de atenção para ver o que tem na mesa e, adivinhem: No outro dia (às vezes até na mesma hora) eu procuro cada alimento no supermercado e me delicio! Se eu não encontro: mal humor, total. ¬¬
Quer me fazer realmente feliz? Me chame para comer! Esse é um ótimo convite...Ok, também curto um cineminha, poréeem, sem pipoca não dá! E, digamos que, uma lanchonete depois de assistir a um filme é um convite bem agradável e irrecusável também ;)
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Meu amigo Pedro.
Ele gostava de Torrone. É um detalhe que guardo com todo carinho dentro de mim. Sempre que vou ao supermercado e vejo um pacote me lembro dele no mesmo instante.
Vou começar do início.
O conheci quando eu tinha entre 9 ou 10 anos. Eu percebia que talvez ele fosse mais velho do que eu pois, era muito alto. Nós estudávamos na mesma escola. Uma escola que unia os alunos e acolhia todas as crianças,desde as com problemas comportamentais até as com deficiências físicas e mentais. Conviver com pessoas diferentes como se estivéssemos na mesma "família" foi muito importante para a formação do meu caráter e de como vejo o mundo... mas essa é outra história. Quero contar sobre meu amigo.
Ele se chamava Pedro. Era muito diferente dos outros alunos e foi isso que fez dele tão especial pra mim. Ficava o observando o tempo todo...descobrindo do que ele gostava de brincar, sobre o que conversava, quais eram suas atitudes, seus amigos...Ele era quietinho, tímido e adorava "reinventar" brinquedos. Eu o via brincando com um pedaço de papelão imaginando que fosse um avião, ou talvez com um cano de plástico que estava jogado no pátio. Ele não ligava para brinquedos espetaculares, bonitos e que estavam super na moda entre nossos colegas. Ele se contentava com o que encontrava pelo caminho e era muito feliz e criativo. Vendo tudo isso eu pensava: "Que imaginação que ele tem! Também quero fazer parte disso!" Porém, ele ficava muito na dele. Alguns alunos o humilhavam e zombavam dele apenas pelo fato de ser "desengonçado" e não brincar "da maneira que deveria", além de ser alto ele também tinha barba. Eu vi que ele não se sentia seguro e passou a se esconder...
Eu pensava: "Como vou fazer para que ele saiba que pode confiar em mim?" Tentei me aproximar aos poucos. Pegava alguns lápis coloridos e papel para desenhar perto dele...e tudo o que ele fazia era virar as costas e continuar o que estava fazendo. Mas, eu não desisti. Todos os dias eu fazia algo para chamar a atenção dele. Desenhava, o convidava para brincar, pegava bolas de futebol e ficava batendo na parede até que ele, finalmente, me notou. Foi até o pátio e quis brincar comigo. Comecei então a conversar...
Ele não gostava muito de falar. Mas, o pouco que falava comigo, eu já achava o máximo.
Fomos ficando mais próximos, embora, a cada dia eu tivesse que "conquistá-lo" novamente. Eu não podia simplesmente num dia falar com ele e no outro não, meu dever era sempre estar próxima dele para que pudêssemos ficar amigos de verdade.
Essa escola sempre fazia excursões, íamos para São Paulo, Belo Horizonte... Sempre que um aluno precisava de atenção especial, um professor ia como seu companheiro sentado ao lado da criança, porém, numa dessas viagens, pedi para que o professor me deixasse fazer companhia para o Pedro. Depois de muitas orientações para que eu o chamasse se acontecesse alguma coisa como se ele começasse a passar mal, ou se estivesse com medo, o professor atendeu a minha solicitação. Comecei a conversar com ele e, algumas vezes contava algo engraçado e ele ria. Essa era uma das coisas que gostava de fazer. Ele adorava rir. Quanto mais ele ria mais eu me sentia feliz e realizada de poder fazer parte da alegria dele. Na primeira parada que fizemos para tomar um lanche e ir ao banheiro, Pedro comprou um Torrone. Na verdade ele comprou 3 pacotes de Torrone. Era o doce que ele mais gostava. Chegando ao ônibus ele dividiu o Torrone comigo...e como nós comemos! hahaha
Ao descer do ônibus para chegar ao nosso hotel, fui pegar minha mochila no bagageiro e Pedro foi guiado por um professor. Durante nossa estada na cidade, nós fazíamos vários passeios e eu sempre ficava perto do Pedro...para saber do que mais ele gostava. Ele estava se divertindo. Começou a se soltar mais e cumprimentava a todos na hora das refeições...Eu pude enxergar o brilho nos olhos dele, o que me deixava com vontade de sorrir.
De volta a escola, ele passou a interagir mais com todo mundo. Fazia as atividades esportivas e não ligava mais para que os outros estavam falando dele. Ele estava bem.
Me lembro de uma cena que não saiu mais da minha cabeça..o dia que ele me pegou no colo e disse: "Obrigado."
Não sei onde ele estará agora. Se ficou na cidade, se fez uma faculdade, se está trabalhando, se está feliz, quem são seus novos amigos...e,uma questão muito importante: Será que ele divide Torrone com alguém?!
(Pedro era um garoto com autismo e isso não fez dele uma pessoa menos alegre, menos interessante e mais medrosa...isso fez com que ele fosse apenas diferente, como todos nós somos um dos outros... e é uma pessoa que guardo para sempre no meu coração)
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Ainda esperando...
Acordei, como geralmente acordo quando não durmo direito.
Sua voz ainda zumbia em meu ouvido me fazendo lembrar o porquê da insônia.
Uma briga. Uma discussão.
Porquê? Por tão pouco...
Tanta repetição de tudo me deixa como se assistisse pela miléssima vez um filme que não gosto.
Por que não nos apegamos mais em outros detalhes?
Como naquela época em que ver sua imagem me deixava fora do ar,
Como se estivesse caminhando em meio à rosas perfumadas, iluminadas pelo sol alaranjado de fim de tarde.
De tanta coisa me lembro agora. De tantos "nós".
Estávamos abraçados olhando os barcos driblarem as menores ondas...
O mar...
Não sei porque me apeguei tanto ao mar...acho que foi você...
Acho que foi me lembrar da profundidade de seus olhos.
Não sei onde vamos chegar.
A maré agora mudou um pouco o rumo do caminho.
Não vejo mais as rosas. Não vejo mais a terra.
Estou no meio do oceano, implorando para que me mande um sinal de que estou perto de ser encontrada aqui. Resgatada.
Tudo que preciso é de um resgate.
sábado, 24 de agosto de 2013
Um ímpeto de saudade
Escrevi essas palavras para meu namorado pelo facebook...depois de mais de um mês sem vê-lo.
Saudade é uma palavra difícil de decifrar...é quando algo ou alguém faz falta mas, não tão simples assim. É um sentimento fora do nosso entendimento..precisamos focar em outras coisas, outros afazeres, mas nunca esquecemos que não estamos completos. Não é como sair de casa sem maquiagem e nem como esquecer de colocar algo na bolsa porque isso podemos recuperar logo logo...assim que acharmos um espelho mais próximo ou quando voltarmos para casa. A falta dessa "coisa" é mais distante, mais complicado..É como se nos esquecêssemos os lembrássemos muitas vezes ao dia, que aquela pessoa que nos entende só pelo olhar ou que nos acompanha até nos sonhos não está tão perto como gostaríamos. Você perde um pouco o rumo no caminho ou então o que pensar, ou ainda, o que o outro estaria fazendo e pensando nessas horas. Sabe o que a torna ainda mais dolorosa? Quando vc passa por aquela praça que adora e percebe que todas as pessoas estão acompanhadas, como se quisessem fazer "invejinha" é, claro que vc adora levar seu livro e procurar um lugar bacana para se sentar com ele mas, adora também contar piadas com seu namorado, abracá-lo, saber que está ao seu lado e que pode ser você mesma. Sem regras, sem máscaras...
Resumindo, a saudade não tem resumo, tem intensidade, tem tamanho, tem grandeza, e, apesar de tudo que ela tem, nós não temos por perto o que temos saudade.
(pra vc amor s2)
Saudade é uma palavra difícil de decifrar...é quando algo ou alguém faz falta mas, não tão simples assim. É um sentimento fora do nosso entendimento..precisamos focar em outras coisas, outros afazeres, mas nunca esquecemos que não estamos completos. Não é como sair de casa sem maquiagem e nem como esquecer de colocar algo na bolsa porque isso podemos recuperar logo logo...assim que acharmos um espelho mais próximo ou quando voltarmos para casa. A falta dessa "coisa" é mais distante, mais complicado..É como se nos esquecêssemos os lembrássemos muitas vezes ao dia, que aquela pessoa que nos entende só pelo olhar ou que nos acompanha até nos sonhos não está tão perto como gostaríamos. Você perde um pouco o rumo no caminho ou então o que pensar, ou ainda, o que o outro estaria fazendo e pensando nessas horas. Sabe o que a torna ainda mais dolorosa? Quando vc passa por aquela praça que adora e percebe que todas as pessoas estão acompanhadas, como se quisessem fazer "invejinha" é, claro que vc adora levar seu livro e procurar um lugar bacana para se sentar com ele mas, adora também contar piadas com seu namorado, abracá-lo, saber que está ao seu lado e que pode ser você mesma. Sem regras, sem máscaras...
Resumindo, a saudade não tem resumo, tem intensidade, tem tamanho, tem grandeza, e, apesar de tudo que ela tem, nós não temos por perto o que temos saudade.
(pra vc amor s2)
Academia
Desde que me entendo por gente sou uma pessoa sedentária. Toda segunda-feira me pego tendo o mesmo pensamento: hoje vou caminhar! No domingo, coloco o despertador para as 7h30 e separo minha roupa fitness, meu tênis lindo da Nike (que comprei para esse fim) e penso por onde vou passar... Check List pronto, bora dormir. Quando o despertador toca, olho para ele, com a cara mais desanimada possível e penso....só mais 5 minutinhos! O que acontece é que...nunca são 5 minutinhos. Quando finalmente acordo tenho várias limitações que me fazem não sair para me exercitar: Ou está frio, ou está calor, ou está úmido, os está aquele tempo mais ou menos, ou um sol de rachar, ou talvez...eu esteja com muita preguiça mesmo.
Isso também acontece com meus regimes. Fico 2 ou 3 dias na base da salada. Bebo leite de soja batido com morango, me alimento de lanchinhos integrais com peito de peru, tomo bastante aguá e, a noite, tomo meio chá adstringente sem açúcar com 2 bolachinhas água e sal. Passado esses dias "longos" me pergunto: Jesus, isso é vida??? Pera lá gente, não é porque vou tomar um sorvetinho com cobertura de chocolate, amêndoas e chantilly que vou engordar...E a resposta que vem da balança é: "Vai sim!!".
Legal, tenho que começar a dar um jeito na vida. Não quero ficar assim pra sempre! Tanta gente gosta tanto de academia, porque cargas d'água eu também não posso me interessar por tal atividade? Hora de tentar.
Já nem me lembro mais quantas academias eu paguei, fui um dia e continuei pagando sem ir...só para aliviar o peso na consciência de que "a academia está lá me esperando". Isso nunca aliviou peso nenhum, principalmente o do meu corpo. Bom...no meu último post eu escrevi a seguinte frase: "..ontem, voltando da academia.." acreditem, eu não menti para vocês. Eu estava mesmo voltando da academia. Foi o meu primeiro dia "de verdade" em uma academia. Sempre (uma vez ao ano) que eu ia até lá, fazia 15 minutos de esteira e ia embora, achando que já eu havia "queimado" aquele brigadeiro que comi no dia anterior. Saia de lá todo feliz: "Hoje cumpri minha meta". Só que, já que eu queria tanto mudar, exatamente ontem eu resolvi que ia levar pra valer...Fui a uma aula de LOCALIZADA! Acreditem meus amigos, eu fui! Quase morri...não conseguia andar direito ontem até chegar na minha casa...e hoje, Oh Deus! Como minhas pernas doem. Não que eu esteja arrependida. Estou super feliz de ter tentado e conseguido! Quero levar a sério dessa vez!! Poréeeeem, adivinhem o que eu almocei? Feijoada. Por quê os sábados são assim?? Eles nunca cooperam! E eu já estou com vontade de tomar um sorvete com brownie que vi num flyer que me entregaram na rua (acho que essa pessoa não quer me ajudar! Justo agora que tava dando tudo certo!).
Tá, segunda-feira eu começo tudo de novo! =)
Isso também acontece com meus regimes. Fico 2 ou 3 dias na base da salada. Bebo leite de soja batido com morango, me alimento de lanchinhos integrais com peito de peru, tomo bastante aguá e, a noite, tomo meio chá adstringente sem açúcar com 2 bolachinhas água e sal. Passado esses dias "longos" me pergunto: Jesus, isso é vida??? Pera lá gente, não é porque vou tomar um sorvetinho com cobertura de chocolate, amêndoas e chantilly que vou engordar...E a resposta que vem da balança é: "Vai sim!!".
Legal, tenho que começar a dar um jeito na vida. Não quero ficar assim pra sempre! Tanta gente gosta tanto de academia, porque cargas d'água eu também não posso me interessar por tal atividade? Hora de tentar.
Já nem me lembro mais quantas academias eu paguei, fui um dia e continuei pagando sem ir...só para aliviar o peso na consciência de que "a academia está lá me esperando". Isso nunca aliviou peso nenhum, principalmente o do meu corpo. Bom...no meu último post eu escrevi a seguinte frase: "..ontem, voltando da academia.." acreditem, eu não menti para vocês. Eu estava mesmo voltando da academia. Foi o meu primeiro dia "de verdade" em uma academia. Sempre (uma vez ao ano) que eu ia até lá, fazia 15 minutos de esteira e ia embora, achando que já eu havia "queimado" aquele brigadeiro que comi no dia anterior. Saia de lá todo feliz: "Hoje cumpri minha meta". Só que, já que eu queria tanto mudar, exatamente ontem eu resolvi que ia levar pra valer...Fui a uma aula de LOCALIZADA! Acreditem meus amigos, eu fui! Quase morri...não conseguia andar direito ontem até chegar na minha casa...e hoje, Oh Deus! Como minhas pernas doem. Não que eu esteja arrependida. Estou super feliz de ter tentado e conseguido! Quero levar a sério dessa vez!! Poréeeeem, adivinhem o que eu almocei? Feijoada. Por quê os sábados são assim?? Eles nunca cooperam! E eu já estou com vontade de tomar um sorvete com brownie que vi num flyer que me entregaram na rua (acho que essa pessoa não quer me ajudar! Justo agora que tava dando tudo certo!).
Tá, segunda-feira eu começo tudo de novo! =)
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Cidade em crescimento..
É legal participar de grandes mudanças, desenvolvimentos, modernismos e novas estruturas. É muito massa pensar que pessoas diferentes estão chegando, empresas crescendo e junto com elas criando novos empregos...É ótimo recebermos cada vez mais turistas que vem para cá com o brilho nos olhos querendo descobrir lugares, explorar possibilidades e, mais ainda, quando resolvem se mudar para a nossa cidade. Mas, tudo cresce ao mesmo tempo. Aumenta a violência, a pobreza, o número de famílias passando por dificuldades,crianças no sinal...pessoas que dormem nas ruas com frio e que não tem o que comer. E, assim, vem a parte triste da coisa.
A menos de 2 anos atrás, eu não tinha medo de sair sozinha em Poços de Caldas, claro que eu sempre fiquei atenta..mas, agora tá tudo tão diferente. Eu acabo de sair da academia (19h), que fica a 5 quadras da minha casa e voltei com medo, triste e me sentindo impotente ao mesmo tempo. Vi pessoas sentadas à calçada, mães pedindo aos filhos pequenos que peçam esmola para comprar pão, hippies com várias crianças ao colo sem uma roupa quentinha (está fazendo 16 graus agora), um menino com um olhar perdido sentado sozinho numa esquina bem movimentada. Nesse último caso, o do menino, eu fiquei totalmente sem reação. Olhei para os lados para ver se alguém estava com ele, se tinha uma família, um amigo, mas não vi ninguém. Algumas pessoas quase pisaram nele por não enxergá-lo ali....encolhido entre as pernas. Num piscar de olhos, ele sumiu. Não vi mais o garoto. E nada pude fazer por ele.
E é assim que me sinto em todos esses casos. Perdida, sem saber que ação ter...Claro que já ajudei com dinheiro. Já comprei pão e leite para alguns, já levei cobertores, mas, não é o bastante. Essas pessoas são PESSOAS! Elas sentem fome e sede todos os dias! Sentem solidão, medo, frio...e o que fazemos?? O que poderíamos fazer???
São essas as respostas que preciso para continuar vivendo numa cidade que cresce...
São esses os problemas que não podem crescer. Somos um país tão rico! Por que ainda temos que ver cenas como essas? Por quê os abrigos, ao invés de ajudar quem precisa, maltrata e humilha ainda mais?? Por quê nosso senso de humanidade anda tão em baixa? Ele é que deveria crescer junto com a cidade. Deveríamos deixar crescer também, dentro de nós, mais respeito, carinho, atenção e solidariedade para com nossos semelhantes...Talvez não sejamos tão impotentes assim.
A menos de 2 anos atrás, eu não tinha medo de sair sozinha em Poços de Caldas, claro que eu sempre fiquei atenta..mas, agora tá tudo tão diferente. Eu acabo de sair da academia (19h), que fica a 5 quadras da minha casa e voltei com medo, triste e me sentindo impotente ao mesmo tempo. Vi pessoas sentadas à calçada, mães pedindo aos filhos pequenos que peçam esmola para comprar pão, hippies com várias crianças ao colo sem uma roupa quentinha (está fazendo 16 graus agora), um menino com um olhar perdido sentado sozinho numa esquina bem movimentada. Nesse último caso, o do menino, eu fiquei totalmente sem reação. Olhei para os lados para ver se alguém estava com ele, se tinha uma família, um amigo, mas não vi ninguém. Algumas pessoas quase pisaram nele por não enxergá-lo ali....encolhido entre as pernas. Num piscar de olhos, ele sumiu. Não vi mais o garoto. E nada pude fazer por ele.
E é assim que me sinto em todos esses casos. Perdida, sem saber que ação ter...Claro que já ajudei com dinheiro. Já comprei pão e leite para alguns, já levei cobertores, mas, não é o bastante. Essas pessoas são PESSOAS! Elas sentem fome e sede todos os dias! Sentem solidão, medo, frio...e o que fazemos?? O que poderíamos fazer???
São essas as respostas que preciso para continuar vivendo numa cidade que cresce...
São esses os problemas que não podem crescer. Somos um país tão rico! Por que ainda temos que ver cenas como essas? Por quê os abrigos, ao invés de ajudar quem precisa, maltrata e humilha ainda mais?? Por quê nosso senso de humanidade anda tão em baixa? Ele é que deveria crescer junto com a cidade. Deveríamos deixar crescer também, dentro de nós, mais respeito, carinho, atenção e solidariedade para com nossos semelhantes...Talvez não sejamos tão impotentes assim.
Filme: Ilha da Aventura
Ontem, assisti a esse filme na Sessão da Tarde (sim, confesso que adoro esse horário...até quando passa a Lagoa Azul!) e meus pensamentos e sentimentos sobre ele continuam confusos. A primeira cena já faz com que vc se prenda à tv: A narração de uma menina ruiva de óculos sobre uma questão que ela não consegue entender: Por quê os astronautas mandaram uma macaco tão especial para o espaço sendo que ele corria risco de vida? Ela entende que essa trajetória iria alavancar o futuro das viagens e descobertas espaciais..mas, por quê exatamente aquele?
Essa cena me deixa curiosa e comovida mas, a cena seguinte já é um choque. Em uma noite escura e fria de um acampamento de férias meninos saem em direção ao rio com uma balsa. Chegando do outro lado da ilha, eles despem um garotinho inocente (também de óculos) e o abandonam. Peraí gente!! Fiquei com muita raiva nessa hora!! Que gente ignorante! Quis desligar no mesmo instante mas, me lembrei das dúvidas que a menina tinha e fiquei curiosa para também esclarecer essa injustiça. Logo depois, me senti mais triste...a garotinha ruiva também tinha sido abandonada na ilha, e lá eles começam a jornada de sobrevivência.
O filme é bem fofo em si. Conta sobre uma amizade que se inicia por questões de união dos mais "fracos", mas, é bem complicado de se imaginar que essas crianças estavam sofrendo muito ao serem excluídas de uma colônia de férias que tinha tudo para ser legal... Ou até monótona, mas pelomenos,creio que elas não imaginavam que seria tão perigosa. Elas passam o filme todo fugindo das autoridades que as querem levar de volta ao acampamento, por medo de serem expostas a mais situações constrangedoras e, nesse meio tempo, acontecem coisas que você fica meio perdido...tipo: "Calma aí, acho que pisquei por alguns segundos a mais", "Oi? Eles vão roubar as roupas do clube? Mas eles são tão bonzinhos! Não podem fazer isso!
Bom, o final do filme é a parte mais marcante porque não foi "o esperado". Aconteceu tudo diferente do que eu imaginava e uma frase me marcou muito e me tirou muitas dúvidas sobre "fragilidade" e "porque os bons sofrem tanto" que foi a seguinte: "Deus dá a você as dificuldades que pode suportar, com aquilo que precisa para sobreviver".
Concluindo a minha visão sobre esse filme: Gostei, mas se assistir de novo, creio que vou passar pelas mesmas intrigas emocionais.
Essa cena me deixa curiosa e comovida mas, a cena seguinte já é um choque. Em uma noite escura e fria de um acampamento de férias meninos saem em direção ao rio com uma balsa. Chegando do outro lado da ilha, eles despem um garotinho inocente (também de óculos) e o abandonam. Peraí gente!! Fiquei com muita raiva nessa hora!! Que gente ignorante! Quis desligar no mesmo instante mas, me lembrei das dúvidas que a menina tinha e fiquei curiosa para também esclarecer essa injustiça. Logo depois, me senti mais triste...a garotinha ruiva também tinha sido abandonada na ilha, e lá eles começam a jornada de sobrevivência.
O filme é bem fofo em si. Conta sobre uma amizade que se inicia por questões de união dos mais "fracos", mas, é bem complicado de se imaginar que essas crianças estavam sofrendo muito ao serem excluídas de uma colônia de férias que tinha tudo para ser legal... Ou até monótona, mas pelomenos,creio que elas não imaginavam que seria tão perigosa. Elas passam o filme todo fugindo das autoridades que as querem levar de volta ao acampamento, por medo de serem expostas a mais situações constrangedoras e, nesse meio tempo, acontecem coisas que você fica meio perdido...tipo: "Calma aí, acho que pisquei por alguns segundos a mais", "Oi? Eles vão roubar as roupas do clube? Mas eles são tão bonzinhos! Não podem fazer isso!
Bom, o final do filme é a parte mais marcante porque não foi "o esperado". Aconteceu tudo diferente do que eu imaginava e uma frase me marcou muito e me tirou muitas dúvidas sobre "fragilidade" e "porque os bons sofrem tanto" que foi a seguinte: "Deus dá a você as dificuldades que pode suportar, com aquilo que precisa para sobreviver".
Concluindo a minha visão sobre esse filme: Gostei, mas se assistir de novo, creio que vou passar pelas mesmas intrigas emocionais.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Sobre o quê mesmo?
Então, também não sei explicar muito bem sobre o quê esse meu blog vai tratar. Tem gente que manda bem em assuntos super sérios como: dica de viajem, moda, cinema, enfim e talvez, eu fale aqui de tudo um pouco. Vou tentar expressar meus pensamentos e devaneios sobre assuntos que vivo no cotidiano, falar sobre meus amores: animais, filmes, música, livros, tv, viagens, moda, loucuras, insônia, poesia....
Acho que não sei falar sério sobre assuntos de peso maior. Aliás, não sei falar sério sobre nada. Adoro inventar, dramatizar, enlouquecer com as palavras...se você procura seriedade sinto lhe informar que veio ao blog errado mas, se procura VERACIDADE eis aqui uma ótima opção! =) Bem-vindo a bordo.
Acho que não sei falar sério sobre assuntos de peso maior. Aliás, não sei falar sério sobre nada. Adoro inventar, dramatizar, enlouquecer com as palavras...se você procura seriedade sinto lhe informar que veio ao blog errado mas, se procura VERACIDADE eis aqui uma ótima opção! =) Bem-vindo a bordo.
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