terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Mãos



Mãos que se tocam, mãos que se apertam, mãos cheirosas, mãos calejadas, enrugadas, manchadas.
Mãos pequenas, mãos macias, mãos ásperas, mãos bobas, mãos inquietas, mãos procuradas. Mãos no cabelo, Mãos no rosto, mãos apoiadas. 
Mãos em prece, mãos em linguagem, mãos quietas.
Mãos que afagam, mãos que bloqueiam, mãos que repelem, mãos que se abanam, mãos que liberam.
Mãos beijadas, mãos rejeitadas, mãos acariciadas, mãos sem freio. Mãos que escondem, mãos que entregam, mãos que se unem, mãos que se deixam...
Mãos que dançam, Mãos que acenam, mãos que se ajeitam, mãos que revelam.
Mãos que seguram, mãos que largam, mãos que sentem e mãos que não mais sentiremos...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Universo Interior



Adoro conhecer universos. O universo que mora em cada um de nós.
Adoro conhecer novas pessoas, novas histórias, novos caminhos, novos lugares.
Quando encontro alguém diferente, já começa a minha aventura.
Mais um universo se abre...
De onde vem, para onde vai, o que ama, o que odeia, onde foi e para onde não volta mais?
Estamos a nos questionar as mesmas coisas todos os dias, mas, não é o máximo saber que o universo do outro é tão parecido e, ao mesmo tempo, tão diferente do nosso?
Eu acho.
Acho um barato descobrir outro universo. Andar por lugares descritos sabendo que estou também pisando por la...de alguma forma, na minha imaginação.
Ouvir, entender, conhecer o outro pela história que ele mesmo tem a contar. Não o que falam a respeito dele. Cada universo tem a sua verdade interior, o seu motivo.
Conheço pessoas por elas mesmas. O universo dela é só dela.
Só ela pode nos explicar porque o caminho do deserto foi tão mais fácil de percorrer do que o asfaltado. E, por dificuldade e facilidade de cada universo, vamos moldando o nosso. Vamos estruturando nossa própria história. A história que nos contam, acaba fazendo parte do nosso universo também. Atentem: somente a história, não a experiência. A experiência pode nos ser oferecida ou não. Vem por merecimento ou aprendizado.
A partir do conhecimento dessas histórias e desses universos, vamos nos descobrindo e nos fortalecendo. Vamos nos blindando e nos deixando levar. Nos apreciando e nos encorajando.
(nesse momento estou olhando para o computador me perguntando se estou parecendo clara em minhas palavras, afinal, acho que meu próprio universo é meio confuso. A mente trabalha mais rápido que a escrita e o raciocínio, e muitas vezes, perco o fio da miada...mas, continuando...)
Todos temos uma missão. Cada universo interior trás consigo um ensinamento. Não entramos na vida de ninguém por acaso. Cada pessoa que passa por nossa vida, vem com uma lição. Ninguém, absolutamente ninguém, aparece na nossa vida sem nenhum motivo. Todos temos algo a aprender com o outro. Todos temos experiências a oferecer. Por menores que sejam nossas histórias e nossos feitos. Nós fazemos parte de um único universo, divididos em bilhões de outros. Todos somos um, em várias partes divididas...
Todos viramos um só, no grande universo cósmico.
Aproveite cada companhia, cada conversa, cada história...
Cada frase torna-se uma salvação.

(Começo agora a pensar em outros assuntos para tratar com vocês, a respeito de mágoas, decepções e falsas expectativas...mas, fica para o próximo texto. Entenda agora que você molda o seu universo de acordo com cada experiência e, de todo o coração, espero que esse texto tenha sido uma experiência boa pra você.)
O meu universo saúda o seu.
Namastê.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Castelo de Areia.

Passamos pela vida montando e construindo castelinhos de areia.
Podemos passar algum tempo escolhendo o melhor lugar para montá-lo ou, simplesmente, nos sentamos no primeiro lugar que encontramos e começamos nossa construção.
Ali, em meio àquela imensidão, vamos agindo de acordo com o que achamos melhor. Mais areia ali, menos água aqui, uma torre aqui, outra ali...Sorrisos aparecem, dúvidas acontecem, colocamos carinho e atenção à todos os detalhes. Paramos, olhamos os ângulos e vamos montando. Queremos tudo perfeitinho. Nada que não saia do nosso alcance, do nosso controle. Ficamos focados ali, podendo observar ou não que alguma coisa, em algum momento, possa dar errado.
De repente, uma onda vem, sem aviso prévio e acaba com tudo. Engole nosso trabalho, nosso tempo, nossa atenção, nosso carinho, nosso sonho de fazer uma "bela construção". Leva embora tudo que levou nossa dedicação. Quando a onda passa, fica a areia molhada, estranha, sem nenhum vestígio de que um dia foi um castelo. Fica o vazio. O nada.
O que fazer a seguir?
Aqui vão algumas opções:
1)  Se enraivecer, chutar a areia e sair andando sem olhar pra trás.
2)  Sorrir, lembrar de que tudo é passageiro, agradecer a oportunidade e o aprendizado.
3)  Ficar buscando uma nova maneira de fazer dar certo, indo um pouco mais longe do mar e buscar mais criatividade na construção.
4)  Permanecer no mesmo lugar e não fazer nada. Só lamentar o que não deu certo.
5)  Fazer tudo de novo. No mesmo lugar, do mesmo jeito, afinal, foi divertido mesmo assim.

Entenda, seja quais for as opções que você escolher, não se julgue, não se culpe. Tudo o que você quer é um castelo. Independente da maneira que você tentar ou quantas vezes você montar, de quantos jeitos diferentes você vai construir, de quantas maneiras ele vai ficar: Não importa. O importante é você fazer do seu jeito. Com carinho, ou com raiva, com paciência ou sem, querendo perfeição ou improviso.
Não importa. Escolha a opção, ou AS OPÇÕES e siga em frente.

Lembre-se: Ele é feito de areia, se não for a onda, será o vento....






terça-feira, 18 de agosto de 2015

Faça o que eu digo, mas...

Me perguntaram se tal pessoa era sincera quando falava de amor...
Queridos: muitos não me pediram, mas aqui vai minha opinião e o mais singelo e básico conselho para as caras de interrogação em (nessa) questão:

1) Acredite na sua intuição.
Olhe no olho. Sinta seu íntimo. Acredite em seus pensamentos e em seus sentimentos. Dê uma chance para você mesmo. Pare para se ouvir e se entender. Não se boicote.

2) Você se ama? (Acho que eu deveria ter colocado esse tópico em primeiro lugar).
Antes de permitir que alguém entre em sua vida, esteja bem com você mesmo. Se aceite. Se valorize. Se planeje. Sonhe. Ponha em prática. Esteja a ponto de transbordar em seu amor próprio, em seus encantamentos e sorrisos leves, espontâneos. Esteja feliz. Celebre seu momento, sua família, amigos e seus sentidos.

3) Acredite nas pessoas. O amor existe nesse mundo. Ele nos move, nos orienta, nos determina. Amor por tudo. Amor em tudo. As pessoas ainda se mostram, se entregam. Mas, se permita ao sentimento de entrega...

Agora, respire... e confie em vc! (Em primeiro lugar!)

domingo, 19 de julho de 2015

Deixando ir...

Eu não sabia o quão doloroso ia ser começar novamente.
Estava indo tudo ótimo até aqui...mas, parece que criei ilusões e expectativas, e elas estão se alimentando do que sobrou de mim.
Não sobrou muita coisa.
Um pedaço de coração, um pouco do meu olhar...e os meus pensamentos, esses foram quase todos comidos. Aliás, resta bem pouquinho deles aqui.
Ainda há o que chamo de lembrança, nessa imensidão de vazio e silêncio.

Aqui, agora, ontem...e amanhã..
Talvez eu retire o amanhã da lista.

Expectativa estava atrelada a sonho. Agora, ela mais parece um pesadelo.

Quero acordar logo disso. Mas, fico colocando o despertador para tocar de 10 em 10 minutos. Procrastinando o que já está fadado a acontecer...Uma hora ou outra, vou ter que levantar e despertar desse sono. Com ou sem beijo de amor verdadeiro.

Ida, acorde! Hora de ir....

terça-feira, 30 de junho de 2015

Tempo (parte 1)

É meio "desconfortável" (ou qualquer outro adjetivo que eu não consegui pensar para descrever melhor)  aceitarmos que o tempo não volta mais, mas, ao mesmo tempo, podemos culpar o acaso ou o destino por isso... Aliás, de quem é a "culpa"? Há culpados nessa história?

Desde que o mundo é mundo, o tempo passa. Os relógios físicos ainda não existiam, mas as mudanças e os comportamentos no mundo foram se transformando e passando por longos avanços, sem ninguém talvez se questionar o "por quê?",  "como?",  "quando" ou para quê?".

Depois de muitos anos, até a chegada dos dias atuais, o mundo passou por transformações ainda maiores. As pessoas passaram a se questionar mais sobre o tempo (que já estava "curto"), sobre suas escolhas, sobre seu futuro, sobre tudo o que ainda há pra fazer e tudo em tanto pouco TEMPO. A palavra tempo está na maioria das frases que dizemos diariamente. Não tenho tempo. Não vai dar tempo. Quando tempo falta pra reunião? Quanto tempo de trânsito? Qual o tempo de viagem?  Quanto tempo ainda vai demorar?  Perdi muito tempo nesse trabalho... e etc, etc.
Olhamos para o relógio mais vezes do que olhamos para nós mesmos e, sabe o por que? Pela falta de tempo. Passamos a ter menos tempo para nós e para nosso "histórico pessoal". Passamos a enxergar um mundo vazio se não estamos gastando nosso tempo. E quando sobra tempo, não sabemos o que fazer. Ficamos de um lado para o outro bolando mil planos para ocupá-lo e, quando ele passa, percebemos que não fizemos nada. E ainda tínhamos tanto pra fazer....

Tenho uma relação interessante com o tempo, uma relação de amor e ódio. Amo ter tempo pra fazer minhas coisas preferidas: Assistir filmes, ler, cozinhar, brincar com a minha gata, meditar, escrever, tocar violão... mas, odeio quando não tenho tempo pra tudo isso. Engraçado né?! Estou num fase que é quase impossível não ter tempo, afinal, já sou formada e não tenho trabalho fixo. Sou uma fotógrafa e editora freelancer, e posso me organizar para ter tempo para minhas coisas preferidas...acontece que, quando menos percebo, o dia já passou e tudo aquilo que eu tinha planejado fazer, ficou para um outro dia, uma outra hora. É trágico dizer que precisamos nos "planejar" para termos tempo para nossas coisas favoritas né? Pois é, o mundo mudou, transformou, correu e estamos ali, seguindo o fluxo do tempo, sem o ver passar...

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Que não me falte...

Que não me falte garra. Que não me faltem sorrisos. Que não me falte afeto. Que não me falte amor. Que não me falte ar, inspiração, papel e caneta. Que não falte retribuição, energia, epifania. Que não falte a luta e a vitória. Que não faltem motivos, ligações e saudade.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Comercial de Absorventes.

Alguém aqui já viu  (conviveu, presenciou ou se sentiu) uma menina feliz, em plena fase menstrual, igual àquela do comercial de absorventes?

Eu NUNCA vi ou me senti daquela forma.

As meninas aparecem lindas, maquiadas, de bem com a vida, sorrindo para todos na rua, dançando, praticando esportes, trabalhando com a expressão de um anjo e suspirando de amor pela vida...
Sinceramente, não sei como conseguem criar algo tão fora da realidade como aquilo.
Já vi muita propaganda enganosa, mas, iguais a desses comerciais, impossível!

Será que sou a única que não me sinto linda e irresistível?! Que não me sinto nenhum pouco confortável?! Que não vou para a academia em HIPÓTESE alguma nessa fase?!!!

Bem que esses publicitários podiam criar algo mais dentro da nossa realidade né?!

Algo do tipo:

Uma garota que, na fase menstrual, se sente horrível, briga com todos a sua volta, fica choramingando pelos cantos, sem vontade de fazer nada, só comer... e comer, e comer. Uma garota que sente uma cólica "f*i$#a~da*&!#" e mal consegue sair da cama. Que mal consegue se mexer tamanho incômodo e que fica tomando quase uma cartela inteira de remédios para dor. Uma garota, que fica imensamente raivosa quando desce a menstruação bem no dia que tinha inúmeros planos legais para colocar em prática. Uma garota que fica sozinha em casa, porque não consegue conviver com mortais que não entendem sua situação. Uma garota que não consegue nem ligar a tv, pois, um pequeno sorriso daquela atriz com a vida perfeita da novela, já a deixa irritada e com vontade de se entupir ainda mais com chocolate.

Como essas situações fariam os absorventes venderem como água?! Taí uma ótima pergunta! Eu não sei!! Mas, que eu tenho muita vontade de poder ver minha realidade (opa, a realidade de muitaaaaas garotas) estampada nesses comerciais, isso eu tenho!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Epifania no Oftalmologista

Fui realizar uma consulta hoje no oftalmologista.
Entre umas pingadas de colírio e outras, minha pupila foi dilatando para que eu fizesse os exames necessários.
Estava eu, toda esperançosa para receber a nova receita do meu óculos (já pensando no modelo, cor, tamanho) quando... tive uma EPIFANIA.

Epifania: É uma súbita sensação de entendimento ou compreensão da essência de algo.

Com a minha pupila dilatando e enxergando cada vez menos, eu compreendi o termo de ficarmos "cegos de amor".
Quando estamos apaixonados, nossa pupila dilata ao ver a pessoa amada. Com a pupila dilatada, nosso visão fica turva e embaçada.

Ou seja, não enxergamos a realidade apresentada quando estamos apaixonados, enxergamos a essência daquilo que nos apresenta. Não precisamos tanto dos detalhes físicos e "técnicos" mas sim, das sensações que "aquele" nos trás....


(Saí da consulta feliz, apesar da visão embaçada. Parecendo uma vampira se escondendo da luz, mas, entendida de "pupilas" s2)

terça-feira, 24 de março de 2015

Criando e customizando....

No post anterior, eu disse que estou me arriscando mais e tentando fazer coisas antes não testadas por mim. Hoje resolvi customizar uma camiseta. Não bem "customizar" iguais aos vídeos do "Dica da Ka", mas estou tentando criar algo simples, porém, com a minha cara.

Comprei canetas para tecido e uma camiseta branca, de um tecido que eu adoro.
Estou olhando para ela, imaginando exatamente o que quero colocar nesse imenso espaço (não tão imenso assim tá? Eu visto M! hahah) em branco. Estou com a frase pensada, o desenho na cabeça e a vontade de criar....

Se eu não fizer, se eu não me arriscar,  nunca saberei como ficaria. Se ficar horrível, bom, eu vou saber e vou tentar melhorar a cada nova tentativa.

Vou me arriscar aqui...
Se ficar bom, eu coloco a foto para vocês verem ok?!

Se não ficar tão bom quando eu estou visualizando em minha mente, vou colocar a foto mesmo assim. Afinal, vai ser um registro de que, ao menos, tentei. ;)

Torçam por mim!!!

sexta-feira, 20 de março de 2015

Enquanto isso, na lan house...

Estou aqui tentando fazer o upload de um vídeo e aproveitando para conhecer alguns vlogs pelo YouTube.
No momento não consigo descrever muito bem meu sentimento como espectadora, mas é uma mistura de felicidade com frustração.
Estou tendo o prazer de assistir a tantas pessoas talentosas e carismáticas, com tantos assuntos legais e outros somente ditos por diversão (e que são muito bons!), observando a capacidade de cada um em falar "diretamente" com várias pessoas somente tendo uma câmera na mão e uma idéia na cabeça.
São tão espontâneos, tão cheios de criatividade, tão despretensiosos, tão simples e tão cheios de verdade que não consigo entender como essa mágica funciona com essas pessoas. Sinto que, se fosse eu tentando fazer esse tipo de coisa, o máximo que eu ia pensar de mim (e que os outros também pensariam) é: Wh%t&uc**????  Quantas vezes já não pensei assim...
E é ai que a frustração começa...

Medo de achar que não somos iguais aos outros, que todo mundo faz as coisas muito melhores que a gente, que não somos capazes de realizar nada legal, que não existe nada de interessante em nós... Mas, saibam de uma coisa: Não existe nada que não possamos fazer. O nosso limite somos nós mesmos que colocamos. O medo de arriscar e de não dar certo está na nossa cabeça, nós ainda nem testamos para descobrir.

Vá atrás de seus desejos encobertos, descubra quem você quer ser, entenda que não há limites para nossos sonhos...
A cada dia podemos descobrir um pouco mais de nós, é só experimentar...

Eu já criei tantos monstros dentro de mim. Hoje eu sei que eu mesma os alimentei e os mantive em meu íntimo. Eu criei o monstro do "Não Consigo", "Não Sou Capaz", "Tenho Medo", "Sou Fraca", "Vou Me Machucar". Tenho inúmeros exemplos pra citar mas acho que o medo (e a vontade) mais forte que eu tinha era de andar de skate. Eu achava incrível ver meus amigos andando, minhas amigas se arriscando e se divertindo com o vento batendo em seus rostos e soltando um riso de liberdade. Os monstros sempre me aconselhavam a nunca tentar, até que um dia eu deixei de ouví-los e, depois de muitos anos, eu resolvi comprar um skate.Cansei de só admirar os modelos, os Shapes, os desenhos. Eu queria aprender. Eu queria sentir aquela sensação. Eu iria conseguir.

Nossos pensamentos e nossos desejos movem nossas conquistas.
Ainda sou uma menina cheia de medos e frustrações, mas estou tentando me arriscar um pouco mais a cada dia e perdendo o medo de ser quem realmente quero me tornar...

quinta-feira, 19 de março de 2015

Dia do fã.

Estava em dúvida a respeito dessa data. Não sabia ao certo se foi ontem ou terça-feira, até que me peguei pensando o seguinte: Todo dia é dia do fã porque, fã que é fã, é fã todo dia. O fã acorda pensando no que seu ídolo está fazendo naquele momento e se já postou algo novo nas redes sociais. O fã fica todo dia imaginando como será o encontro com seu ídolo. Fica pensando no que dizer, no que fazer, que roupa vestir, fica preparando presentes, cartas e fica imaginando quando esse dia (finalmente) irá chegar. Todo fã tem certeza que é o melhor fã de todos e que também seria o melhor amigo do ídolo, afinal, ele estaria disponível a fazer qualquer coisa por ele e também porque o fã tem certeza de que sabe tudo sobre o ídolo, e pode anotar: O que ele não sabe, ele é louco pra saber, doido pra descobrir...
Acho muito legal ser fã e saber que existem tantos fãs de tantas pessoas/coisas por aí... Creio que o amor de muitos deles é genuíno, entregue, doce.
É claro que, muitas vezes, podemos nos decepcionar com nossos ídolos e isso geralmente acontece quando colocamos uma expectativa maior do que eles podem oferecer. Não podemos esquecer que são seres humanos, com defeitos, qualidades, problemas, dúvidas. Eles são perfeitos somente nas nossas cabeças, mas, fã que é fã, também sabe compreender as dificuldades de ser um ídolo. E o amor genuíno vem daí: Saber amar independente de qualquer coisa. Saber compreender apesar dos "defeitos". Saber dar carinho e incentivo sempre e saber aceitar o outro como ele realmente é.
Isso é ser fã: Admirar. Compreender. Estar junto.

Sou fã de quem é fã. E de quem sabe que ser fã não é só gritar, chorar, (claro que essas coisas também fazem parte da nossa loucura) mas é apoiar seu ídolo e admirar aquilo que ele faz de melhor...

;)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Entrando em Parafuso

Estava conversando com amigas que acabaram de enfrentar a entrada no 1º Ano do Ensino Médio e, durante o papo, recordei-me dessa minha fase...
Já faz 10 anos que eu vivi essa experiência. A minha vida inteira estudei numa escola pequena, com no máximo 15 alunos em cada sala. Conhecíamos todo mundo na escola. Os professores eram como nossos amigos, confidentes, a diretora era como uma mãezona, todos éramos amigos e fazíamos parte de uma família. Claro que havia brigas, como qualquer família... E não deixava de ser a escola... Onde tudo acontece! Mas, tive que sair do "ninho" e partir para uma escola nova durante meu Ensino Médio.
Eu não conhecia ninguém nesse novo lugar. Todos os meus amigos mudaram juntos pro Integral e eu fui sozinha para o Anglo. As pessoas costumam me perguntar por quê eu não segui meus amigos e fui para o Integral também e, minha resposta permanece a mesma: Eu precisava enfrentar o novo, conviver com o diferente, aprender a caminhar sozinha  e me reiniciar para uma nova etapa. Na minha sala haviam 38 alunos. No primeiro dia de aula, cheguei quietinha, observando, com o coração na boca. Eu teria que enfrentar, essa era a minha meta. Comecei a conversar com outra menina que parecia estar na mesma situação que a minha: Deslocada e sem saber o que fazer. Uma coisa que aprendi nesse exato momento: Sempre há alguém que está com a mesma dificuldade e as mesmas dúvidas que você, só resta saber, quem vai admitir primeiro...
Bom, vou pular algumas etapas para chegar no assunto que vim compartilhar com vocês hoje. O Título dessa postagem é exatamente sobre: "Não sei o que fazer". Parece que, naquela época, era tudo traçado. Eu estava ali para estudar (muito) e passar no Vestibular para a área que eu gostaria de seguir pro resto da minha vida. A parte aterrorizante é: O que eu quero pro resto da minha vida?
Posso confessar? Eu ainda não sei. E olha que já passei a fase do Ensino Médio, já me formei na Faculdade que eu escolhi e que era minha verdadeira paixão, já trabalhei na minha área, mas, e agora?! Eu entrei em parafuso! Eu achei que a vida seria uma receitinha de bolo. Se eu fizer tudo certinho, vou chegar ao resultado que eu quero e vou poder viver em paz. Acontece que, não é sempre assim. Às vezes você tem vontade de colocar um pouco mais de açúcar, um pouco menos disso ou ainda nem descobriu o ingrediente secreto que deixa o resultado ainda mais especial. O que eu realmente quero agora, é encontrar os ingredientes certos, os secretos e os que ainda vou aprender a utilizar a cada vez que eu fizer essa "receitinha". Eu ainda tenho muito o que aprender com aquela garotinha deslocada e cheia de vontade que viveu em mim a dez anos atrás. Aquela que enfrentou seus medos, suas incertezas e que ainda vive cheia de determinação, ela só não sabe o que quer colocar no bolo agora...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A viagem que (ainda) não fiz.

Desde muito pequena, sonho em morar fora de meu país, mais especificamente, sonho em morar em Londres.

Tudo começou quando assisti "Hook - A Volta do Capitão Gancho" pela primeira vez, aos 7 anos de idade. Eu sabia que queria avistar o Big Ben da minha janela todos os dias, me imaginar voando sobre ele e seguindo a "segunda estrela à direita, direto até o amanhecer...".

O tempo foi passando, e o sonho ganhando ainda mais força. Mas, por que o medo nos impede tanto de arriscar?

A cada vez que coloco um filme em inglês em meu DVD, sem legendas..eu fico maluca e totalmente perdida enquanto os personagens estão gargalhando e se divertindo às minhas custas!
Apesar de meus 4 anos estudando inglês americano e britânico, eu nunca sequer consegui entender uma música sem precisar da letra traduzida. E isso amigos, deixa Londres cada vez mais distante.

Estou escrevendo esse texto em uma lan house e, aqui ao meu lado, dois "gringos" estão conversando. Cara, como eu queria que eles falassem em "slow" pra poder entender. Até agora, em uns 10 minutos que estão aqui, eu só entendi a palavra "sneakers", devem estar comprando um tênis, ou falando sobre o chocolate favorito.  ¬¬
Como eu gostaria de poder viajar e entender todo mundo! Talvez eu não morra de fome em Londres, porquê a mímica ainda ajuda mas, talvez eu não possa fazer amigos sabendo falar "Hi" ,"How are you" e "Bye".

Se tenho medo do "tic-tac" do relógio? Hora, se até o Gancho tem, por que eu não teria?
Claro que tenho medo do tempo passar, mas tenho mais medo ainda de viver sem sonhar.

Se tem uma coisa que aprendi com o próprio Peter Pan, é que "viver, é a maior de todas as aventuras"  e lutar para a realização de nossos sonhos, torna a aventura ainda maior!