quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Entrando em Parafuso

Estava conversando com amigas que acabaram de enfrentar a entrada no 1º Ano do Ensino Médio e, durante o papo, recordei-me dessa minha fase...
Já faz 10 anos que eu vivi essa experiência. A minha vida inteira estudei numa escola pequena, com no máximo 15 alunos em cada sala. Conhecíamos todo mundo na escola. Os professores eram como nossos amigos, confidentes, a diretora era como uma mãezona, todos éramos amigos e fazíamos parte de uma família. Claro que havia brigas, como qualquer família... E não deixava de ser a escola... Onde tudo acontece! Mas, tive que sair do "ninho" e partir para uma escola nova durante meu Ensino Médio.
Eu não conhecia ninguém nesse novo lugar. Todos os meus amigos mudaram juntos pro Integral e eu fui sozinha para o Anglo. As pessoas costumam me perguntar por quê eu não segui meus amigos e fui para o Integral também e, minha resposta permanece a mesma: Eu precisava enfrentar o novo, conviver com o diferente, aprender a caminhar sozinha  e me reiniciar para uma nova etapa. Na minha sala haviam 38 alunos. No primeiro dia de aula, cheguei quietinha, observando, com o coração na boca. Eu teria que enfrentar, essa era a minha meta. Comecei a conversar com outra menina que parecia estar na mesma situação que a minha: Deslocada e sem saber o que fazer. Uma coisa que aprendi nesse exato momento: Sempre há alguém que está com a mesma dificuldade e as mesmas dúvidas que você, só resta saber, quem vai admitir primeiro...
Bom, vou pular algumas etapas para chegar no assunto que vim compartilhar com vocês hoje. O Título dessa postagem é exatamente sobre: "Não sei o que fazer". Parece que, naquela época, era tudo traçado. Eu estava ali para estudar (muito) e passar no Vestibular para a área que eu gostaria de seguir pro resto da minha vida. A parte aterrorizante é: O que eu quero pro resto da minha vida?
Posso confessar? Eu ainda não sei. E olha que já passei a fase do Ensino Médio, já me formei na Faculdade que eu escolhi e que era minha verdadeira paixão, já trabalhei na minha área, mas, e agora?! Eu entrei em parafuso! Eu achei que a vida seria uma receitinha de bolo. Se eu fizer tudo certinho, vou chegar ao resultado que eu quero e vou poder viver em paz. Acontece que, não é sempre assim. Às vezes você tem vontade de colocar um pouco mais de açúcar, um pouco menos disso ou ainda nem descobriu o ingrediente secreto que deixa o resultado ainda mais especial. O que eu realmente quero agora, é encontrar os ingredientes certos, os secretos e os que ainda vou aprender a utilizar a cada vez que eu fizer essa "receitinha". Eu ainda tenho muito o que aprender com aquela garotinha deslocada e cheia de vontade que viveu em mim a dez anos atrás. Aquela que enfrentou seus medos, suas incertezas e que ainda vive cheia de determinação, ela só não sabe o que quer colocar no bolo agora...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A viagem que (ainda) não fiz.

Desde muito pequena, sonho em morar fora de meu país, mais especificamente, sonho em morar em Londres.

Tudo começou quando assisti "Hook - A Volta do Capitão Gancho" pela primeira vez, aos 7 anos de idade. Eu sabia que queria avistar o Big Ben da minha janela todos os dias, me imaginar voando sobre ele e seguindo a "segunda estrela à direita, direto até o amanhecer...".

O tempo foi passando, e o sonho ganhando ainda mais força. Mas, por que o medo nos impede tanto de arriscar?

A cada vez que coloco um filme em inglês em meu DVD, sem legendas..eu fico maluca e totalmente perdida enquanto os personagens estão gargalhando e se divertindo às minhas custas!
Apesar de meus 4 anos estudando inglês americano e britânico, eu nunca sequer consegui entender uma música sem precisar da letra traduzida. E isso amigos, deixa Londres cada vez mais distante.

Estou escrevendo esse texto em uma lan house e, aqui ao meu lado, dois "gringos" estão conversando. Cara, como eu queria que eles falassem em "slow" pra poder entender. Até agora, em uns 10 minutos que estão aqui, eu só entendi a palavra "sneakers", devem estar comprando um tênis, ou falando sobre o chocolate favorito.  ¬¬
Como eu gostaria de poder viajar e entender todo mundo! Talvez eu não morra de fome em Londres, porquê a mímica ainda ajuda mas, talvez eu não possa fazer amigos sabendo falar "Hi" ,"How are you" e "Bye".

Se tenho medo do "tic-tac" do relógio? Hora, se até o Gancho tem, por que eu não teria?
Claro que tenho medo do tempo passar, mas tenho mais medo ainda de viver sem sonhar.

Se tem uma coisa que aprendi com o próprio Peter Pan, é que "viver, é a maior de todas as aventuras"  e lutar para a realização de nossos sonhos, torna a aventura ainda maior!