sexta-feira, 25 de julho de 2014

Amor Platônico... (parte 1)



Quem me conhece sabe que sou uma “menina” sonhadora certo? Foi nessa incrível “qualidade” que encontrei inspiração para criar um blog, e o nome “Viagem” sugere um pouco do que vivo.
Pois bem, essa característica surgiu em minha vida desde que me entendo por gente. Sonho demais, principalmente quando o assunto é amor.
Lembro-me nitidamente do meu “primeiro amor”. Eu tinha 7 anos e adorava assistir televisão (não foi à toa que me formei em Rádio e Tv). Via de um tudo que passava na telinha, principalmente o SBT, onde a programação infantil era realmente levada a sério. Até que um dia, logo depois que Chaves acabou estreou na emissora um novo programa: Disney Club. Cara, amei o nome. Amava e continuo amando tudo que está relacionado à Disney.  Resolvi assistir. Em um minuto de programa eu tive certeza: Encontrei o amor da minha vida. Caju era o codinome dele. Um personagem nerd que havia criado uma Tv Pirata e um dia iria dominar a cadeira do Presidente do Brasil. Um ultra-jovem revolucionário que queria que todos nós (ultra-jovens) pudéssemos ter nossas próprias vontades e sermos respeitados em nossas convicções. Claro que ele não podia se identificar, por isso, o Juca (Caju) usava uma máscara, tipo Zorro e o CRUJ (Comitê Revolucionário Ultra Jovem) tinha uma passagem secreta, onde só seu irmão e um amigo dos dois (que acabou descobrindo o esconderijo da tv pirata) eram quem podiam entrar. Lá eles passavam desenhos, liam cartinhas, faziam concursos de desenhos, enfim... O programa era incrível, quem é da “minha época” vai se lembrar...
Bom, mandei cartinhas pro programa todo o santo dia. TODO DIA MESMO! Escrevia as cartas e fazia desenhos durante o intervalo da escola,  saía da escola e passava no Correio para enviar. ( obrigada pela paciência mãe!) Se o CRUJ durou 5 anos, vcs fazem uma idéia do que eu gastei de grana né?! Mas super valeu a pena, um dia leram a minha cartinha...vocês não tem noção da minha alegria naquela noite, eu ri, chorei, gritei, chamei minha mãe, liguei pro meu pai, pros meus tios, sai contando pra TODO mundo que uma das minhas cartinhas tinha sido lida e um dos meus desenhos colocados no Mural da Arte.  E o meu amor pelo Caju só crescia. Eu tinha certeza de que iríamos casar, ter filhos e criar nossa própria emissora juntos. Íamos ser revolucionários e lutar pelo direito das crianças e adolescentes...e o mais esquisito nisso tudo é que: eu tinha certeza disso até pouco tempo atrás. Até que, numa noite, editando uns vídeos na produtora que eu trampava, um amigo, que tinha conhecimento da minha paixão, me mandou uma notícia meio difícil de ser administrada, “Ida, o “Caju” casou”. Gente, confesso, eu chorei. Claro que eu já estava preparada pra isso, e sei que levamos vidas paralelas mas, mano, aquilo foi meio estranho, sério... (violinos ao fundo). Tomei um café, respirei um pouco e continuei a trampar.  Assim que dei o PLAY ...lembrei dele de novo (só quem foi ultra-jovem vai saber porquê)!
 Sempre quis conhecê-lo mas, isso AINDA (sentiu o otimismo?!) não aconteceu. Please, se alguém conhecer o Diego Ramiro (ator que interpretava o Caju / Juca), pode mandar esse post pra ele?! Agradecida.  Vão fazer uma fã – ultra jovem muitooo feliz!!
Essa foi a primeira parte da história dos meus amores platônicos, resolvi começar com o primeiro e mais duradouro deles!
Cruj, Cruj, Cruj tchau!

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